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Curiosidade sobre o nome Windsurf

O PORQUÊ DA DENOMINAÇÃO WINDSURF:

O esporte era conhecido como Sail Board (Prancha a vela) quando em 1970 através da IYRU (International yacht Racing union) hoje ISAF ficou estabelecido a denominação Wind surf em função da marca de prancha ( Windsurfer ); Que foi a primeira a conseguir registro e a realizar um campeonato de classe One Design.

O primeiro campeonato mundial foi em 1973 bay in São Diego Califórnia (Windsurfer world invitational regata)

Para a 1ª Olimpíada em que o esporte foi incluído em 1984 Los Angeles, utilizaram-se as pranchas da marca Windglider (DVI).

No Brasil foi criada a Associação brasileira de Prancha a Vela (ABPV) termo utilizado por muitos anos, e atualmente ABWS Associação Brasileira de Wind surf.

O Primeiro Campeonato Brasileiro de (Prancha a vela) foi realizado em 1982 por Jorge Rebello no Iate Clube Armação de Búzios (ICAB), na então evoluída prancha Divisão Dois (DVII) e ganho por Pinel na categoria leve e Meu Garoto na junior.

História

No final dos anos 70 o windsurf apareceu no Brasil, a novela “Água Viva” de 1980 da Rede Globo possuía um video do esporte na abertura, difundindo-o entre o grande público da emissora. O esporte se fixou de verdade após os eventos do “Hollywood Vela e Motor” de 1981 realizado por (Hélio Henrique e Jorge Rebello) no Clube Náutico de Araruama (CNA), e que nos anos seguintes percorreu várias praias brasileiras em diversos estados.

Windsurf Olimpico, o inicio.

Para a Olimpiada de Los Angeles, a escolha do conselho Olímpico foi entre o original Windsurfer One Design fabricado por Hoyle Schwitzer e o Windglider. O Windglider foi escolhido no final de 1983, com base em que o desenho (curvatura) da Windsurfer feita de polietileno poderia ser facilmente alterado com o calor e peso. O Windglider utilizava uma vela 6.3m e o uso do cinto de segurança (trapésio) não foi permitido. A bolina pesava cerca de 4 quilos e era levada por cima do ombro do marinheiro durante as pernas de través e popa, estes acabavam com as coxas e pernas machucados por causa do balanço descontrolado da bolina.

Em 1988 o Brasil teve o seu 1º representante olimpico, George M. Rebello (Meu Garoto), em Pusan – Coréia, que tambem o representou em 1992 em Barcelona na Espanha.
A Olimpíada da Coréia viu a introdução das pranchas Divisão II para os Jogos Olímpicos. A classe Divisão II usava uma vela 6,5 Fulbatem e casco de fundo arredondado, projetados para velejar contra o vento, e tinham um peso bem competitivo. Embora difíceis de navegar a favor do vento e exigir técnica para navegar contra o vento, elas eram mais rápidas 12 upwind em até 8 nós de brisa. Mais uma vez, o conselho olímpico foi decidido apenas um ano antes das Olimpíadas. O concurso tinha sido entre a Davidson (um design sueco) e a Lechner construída na Áustria, a Lechner foi a selecionada.
Descobriu-se que os Jogos Olímpicos de 1988 na Coréia, foram os mais ventosos, sempre com um dia de regata adiada devido ao vento. Em um dia de regata viu-se cerca de 30 nós de vento com 5 nós de corrente contra o vento. Havia um monte de danos ao equipamento e resgates para muitas classes, resultando em muitos DNF.

Por: Cesar Mulim Rebello

História do Windsurf

Em 23 de março de 1935, na ilha de Oahu, Hawaii, o surfista Tom Blake, famoso por suas inovações no surf, teve a primeira experiencia em unir a vela com o surf, incorporando uma vela ao seu longboard, nomeando a novidade de Sailboard. A idéia não foi bem aceita, poucas pessoas praticaram e nada foi feito para alavancar o “esporte”. Anos depois em 1963 o casal Newman e Naomy Darby teve a idéia de unir a vela a uma canoa, realizando o sonho de Naomy em unir o esporte do marido (vela) ao seu (canoagem). Mas a idéia tinha um custo alto e tambem não foi bem aceita.

Foi então que anos depois em 1967 na Califórnia, Hoyle Schweitzer,empresário e surfista, junto ao seu amigo Jim Drake, engenheiro aeroespacial,inspirados por Blake, perceberam que poderiam unir uma vela a prancha de umaforma em que se poderia direcionar a prancha sem necessidade de um leme, usando apenas o movimento da vela, ganhando uma característica do surf, em que o praticante estaria em pé na prancha, diferente das embarcações a vela em que normalmenteo atleta esta sentado direcionando o leme. Eles desenvolveram uma vela quese unia a uma prancha através de um mastro articulado, que também possuía umabarra horizontal (retranca) onde uma pessoa poderia se apoiar para ficar depé dos dois lados da vela. Foi então que a idéia funcionou e os amigos registraramo invento o nomeando de Windsurf (do português literal, surfe com o vento ou prancha a vela).

Três anos depois Scheweitzer lançou a marca “Windsurfer” à pioneira em equipamentos de produção no esporte. A novidade rapidamente se espalhou pela Europa e durante os anos 70 o windsurf já fazia parte da cultura de vela européia, onde uma em cada três casas possuiam um material de windsurf. Na época o esporte era praticado com pouco vento e águas lisas, perfeito parao publico europeu. Mas em 1978, o windsurfista e surfista Mike Waltze, em umaviagem para a ilha de Maui, Hawaii, resolveu testar o equipamento nas ondase velejou na praia de Hookipa (praia hoje que é a mecca do esporte no mundo),praia de muito vento. Esse fato mudou completamente o esporte. Ouve uma necessidadede mudança para que se viabilizasse a prática nas ondas, então as pranchas foram diminuindo de tamanho e volume e ficando cada vez mais resistentes, assim rapidamente o esporte foi ganhando mais adeptos, manobras foram aparecendo,revistas especializadas como a “Windsurf Magazine” e a “Boardsailng” foram lançadas, o novo esporte tinha alcançado a mídia. Campeonatos realizados no Hawaii eram transmitidos direto por emissoras de TV de todo o mundo e as premiações alcançaram patamares profissionais, atraindo público, competidores e patrocinadores.

Foto de Naomy Darby e equipamento da Windsurfer.

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2 comentários

  1. Muito bom saber sobre os primórdios do esporte.
    Amo o windsurf e devo voltar em breve a praticá-lo.
    Levarei minhas filhas para a Upwind ou a MGW.
    Grande abraço aos irmãos Cesar, George e Leonardo Rebello
    Petrópolis